Apostolo Mateus – O Publicano

conversomateria
O chamado: Antes e depois
De odiado entre os judeus, considerado apostata, indigno, discriminado pelos da sua propria casa, amante do dinheiro ao inves da cultura e do orgulho patriota. Quem era essse Mateus e no que se tornou após seu encontro com Cristo?
“Partindo Jesus dali, viu um homem, chamado Mateus, sentado na coletoria, e disse-lhe: ‘Segue-me!’ Ele se levantou e o seguiu” (Mt 9.9), Mateus também era chamado de Levi (Mc 2.14; Lc 5.27-29), era judeu e vivia na cidade de Cafarnaum, em seu livro faz questão de salientar que era Publicano ao referir a si próprio, já testemunhando de onde o Senhor Jesus o havia tirado (Mt. 10:3). Mas por que tanta ênfase a palavra publicano? O que teria de tão ruim ou especial por traz dela? Vamos discorrer sobre ela e dar uma pincelada sobre a história deste grande apostolo!
Publicano se refere àquele que trabalha para o Estado cobrando os impostos, logo a profissão do apostolo era cobrador de impostos. Os cobradores de impostos eram sumamente impopulares e vistos como traidores da causa judaica. Muitos deles usavam sua posição para levantar dinheiro extra para si mesmos (naturalmente, era este um dos principais motivos para comprar os direitos de cobrança). Porém, mesmo que não o fizessem, eram vistos como colaboradores dos romanos que ocupavam o poder, ou de Herodes, que somente governava com permissão de Roma e não era judeu. Os judeus somente assumiriam tal emprego se amassem mais o dinheiro do que sua herança nacional como judeus. Eles colocavam a “cobrança de impostos” ao lado da prostituição entre as ocupações que nenhum judeu cumpridor da lei podia aceitar, uma vez que isso significava o mesmo que tratar com gentios e trabalhar aos sábados, mantendo-se totalmente separado da ganância e da injustiça.
Então em meio a adversidade, riquezas e desprezo, eis que surge o Mestre que com apenas uma palavra “segue-me”, muda o rumo da sua história, “ele se levantou e o seguiu” (Mt.9:9). Por meio de Marcos e Lucas ficamos sabendo que foi Mateus quem ofereceu um banquete, no qual Jesus e seus discípulos encontraram “muitos publicanos e pecadores” (Mt. 9:10). Em alguns casos, seus companheiros de apostolado continuaram praticando suas profissões depois de se tornarem discípulos de Jesus, porém Mateus preferiu deixar definitivamente seu emprego de cobrador de impostos. Somente Mateus inclui em seu Evangelho a parábola dos dois filhos, em 21.28-32. Nela, o primeiro filho, que se recusa a trabalhar na vinha de seu pai, mas depois se arrepende e vai, é identificado como “publicanos e meretrizes”, que aceitaram a pregação de João Batista. Eles estão agora “entrando no reino de Deus à frente dos ” líderes religiosos, que “não se arrependeram nem creram” em João.
A misericórdia e o perdão são temas importantes do seu evangelho. Ele usa o termo “dívidas”, e não “pecados” na versão da Oração do Senhor que registra: “Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores” (Mateus 6.12; compare com Lucas 11.4). Como cobrador de impostos, ele nunca perdoara dívidas e como poderia? Mas chegou a reconhecer a enorme dívida não paga que tinha para com Deus, a dívida do amor e da obediência.
Apenas Mateus registra a parábola do credor incompassivo (Mateus 18.23- 35). Em sua vida pregressa ele deve ter exercido com frequência o papel do servo: Agarrando-o, o sufocava, dizendo: ‘Paga-me o que me deves'” (18.28). Mateus talvez nunca tenha agido tão violentamente, mas devia estar acostumado a pressionar as pessoas a pagarem, mesmo quando elas não tinham condições de fazê-lo. Agora, entretanto, ele aprendeu a lição dessa parábola. De muito maior importância é a dívida para com Deus, e nós devemos mais, muito além do que jamais poderíamos pagar. Se aceitamos o perdão que Ele nos oferece como dádiva, podemos recusar-nos a perdoar os outros? De igual modo, somente Mateus registra a parábola dos trabalhadores na vinha (20.1-16). Indubitavelmente, ele deve ter ouvido muitas vezes tais queixas de parcialidade, e talvez ele próprio tenha tratado pessoas injustamente. Agora, porém, o paradoxo o impressiona profundamente: injustamente, com parcialidade, ele recebeu a benevolência de Deus.
Bibliografia:
Mensagem editada do livro “homens com uma mensagem” jhon stott.

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