O cativeiro Assírio

EXILIO DE ISRAEL

722-597 a.C

Vejo em muitas igrejas a dificuldade dos pregadores ao falar a respeito do Cativeiro e que  uma leitura rapida realmente acaba gerando certa confusão, pois não sabem diferenciar ao certo se era Assirio ou Babilinico. Como os Babilônios conquistaram Jerusalém se a História nos diz que Israel já havia sido conquistada pelos Assírios? Criei este estudo em duas partes para facilitar a compreensão do leitor.

Para entender mais a respeito do Cativeiro é preciso saber que logo após a morte de Salomão o reino de Israel foi dividido em duas partes: Israel com sua capital em Samaria (reino do Norte), e Judá com capital em Jerusalém (reino do Sul). Sabendo isto podemos começar nosso estudo sobre a história do cativeiro.
A invasão de Israel se deu no ano de 772 tendo várias porções do povo deportado para Assíria. A queda de Samaria ocorreu em 722 a.C, após várias investidas do rei Tiglate-Pileser III, sendo finalmente conquistada por Sargão II (ha divergência, a biblia afirma que foi no reinado de Salmanezer 2Rs.17:3) que reinou de 722 até 705.
O profeta Jonas morava na cidade de Gate-refer, que se localizava a aproximadamente 7 km da Galileia. Viveu durante o reinado de Jeroboão e foi contemporâneo dos profetas Amos e Miqueias (781-753). A dificuldade encontrada pelo profeta é justificada pois ele possivelmente viu e ouviu sobre a crueldade do Império Assírio. E também podemos entender que não deveria ser fácil para ele ver o seu povo sendo levado cativo e ainda assim ter que entregar uma palavra de arrependimento e salvação para eles. Haja vista que Nínive era a capital da Assíria. O povo Assírio se converte, porém é uma conversão passageira. Veremos isto com o ministério do profeta Naum que ao contrário de Jonas é usado por Deus para entregar profecias de condenação.
Durante o período de domínio da Assíria sobre Israel, Ezequias rei de Judá pagava impostos periódicos ao imperador Assírio, praticamente pagando para não serem atacados. Em certa altura o reino de Judá se sente sobrecarregado e então Ezequias se revolta e se recusa a pagar os impostos. Após a morte de Sargão II, Senaqueribe chega ao poder (705-681), organiza seu exército e avança em direção a Jerusalém.
Senaqueribe devasta 34 cidades do reino do Sul (Judá), indo em direção a cidade de Jerusalém. Por volta do ano 701 a.C, Senaqueribe chega então ao destino, afronta ao rei Ezequias e ao Deus altíssimo (is. 36. 1-22). Porém a história não termina conforme Senaqueribe havia esperado. Pois Ezequias rei de Judá, ora a Deus pedindo para que o Senhor inclinasse seus ouvidos para as afrontas do rei da Assíria e livrasse Jerusalém. A consequência disto está descrita em Isaias capitulo 37, versículo 31: Então o anjo do senhor o feriu no arraial dos assírios a cento e oitenta e cinco homens: e quando levantaram pela manhã cedo eis que tudo eram corpos mortos”. (Com Deus nãos se brinca).
Vale destacar que Ezequias cujo nome significa “Jeová fortalece” foi um excelente rei. Restaurando a ondem e a adoração ao único Deus verdadeiro. Teve um reinado estável e abençoado (2Rs 18:1-7; 2Cr 29:1-2).
Durante a invasão do reino do Norte, estiveram pregando a mensagem de Deus os profetas Miqueias, que pregou no reino do Sul contra a corrupção e exploração dos mais ricos. O Profeta Naum, ainda que sua localização seja incerta, ao que tudo indica morava na vila que mais tarde recebeu o nome de Cafarnaum = Vila de Naum, localizada na Galileia. Possivelmente atuou por volta dos anos 663-612; e profetizou a destruição iminente da Assíria.
Sofonias também atuou em Judá provavelmente entre os anos 639-621, de forma mais anônima com relação aos outros profetas e prega a respeito do “dia do Senhor”.
Outro item que não deve passar despercebido é a estratégia utilizada pelo imperador assírio para quebrar o patriotismo dos povos conquistados, que ao miscigena-los fazia com que eles esquecessem cada vez mais as suas raízes. Conforme o imperador realizava as deportações, ele trazia outros povos para substituir os deportados, promovendo com isto o abandono da cultura, do idioma e também dos costumes da sua terra natal.
É justamente este o ponto o estopim de toda discriminação do povo judeu contra o povo israelita, pois com esta miscigenação (conforme o pensamento Judeu), o povo israelita se tornou apostata e indignos de serem considerados povo de Deus.
Obs: A música do grupo Diante do trono “Ouve, Senhor”, se refere a este ataque de Senaqueribe a Jerusalém.

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