Cativeiro Babilônico

babilonia

597 até 528 a.C
Infelizmente os outros reis de Judá não seguiram o exemplo de Ezequias, a começar por seu filho Manasses que durante cinco décadas de gestão levou o povo a decadência. Desfazendo todo o bom trabalho de seu pai e reerguendo os altares pagãos destruídos por ele.
Dessa forma o Senhor Deus depois de mais de um século de muita paciência, novamente deixa o povo a mercê do seu pecado e 135 anos depois do cativeiro de Israel chega a hora do cativeiro de Judá na babilônia, através de Nabucodonosor.
Mas, espere um pouco! Não eram os Assírios que haviam levado o povo de Israel cativo e haviam tentado conquistar a Judá? Sim! Exatamente isto.
Chega a hora de acabar com 500 anos de domínio Assírio sobre os povos do oriente. Deus então cumpre as profecias e derruba este império e os entrega aos Babilônios com o apoio dos Medos. Como a nação de Israel já havia sido dominada pela Assíria, automaticamente Israel se tornou propriedade da babilônia. Faltando somente a conquista de Judá, o castigo de Deus conforme o Profeta Jeremias mencionou.
O profeta Jeremias viveu na cidade de Anatote em Judá e atuou durante o cativeiro assírio e babilônico. Exerceu seu ministério num período de pelo menos quarenta anos, desde sua chamada em 627 ou 626 a.C. até pouco depois da destruição de Jerusalém, em 587 a.C. Assim, o profeta Jeremias profetizou durante o reinado dos reis de Judá: Josias (640-609 a.C.), Jeoacaz (609 a.C.), Jeoaquim (609-598 a.C.), Joaquim (598-597 a.C.) e Zedequias (597-586 a.C.). O nome do profeta significa: Deus exalta/ Deus derruba. Uma das profecias mais significativas para a sua época está descrita no livro de Jeremias capitulo 25, versículo 11: Toda esta terra se tornará uma ruína desolada, e essas nações estarão sujeitas ao rei da Babilônia durante setenta anos”.
Nabucodonosor toma Jerusalém no ano de 608 e leva alguns Judeus para a babilônia incluindo o profeta Daniel. A revolta de Joaquim de Judá que tinha o apoio do faraó Neco, faz com que Nabucodonosor cerque novamente a cidade em 598 a.C, Joaquim é derrotado, o Templo é parcialmente saqueado e uma grande parte da nobreza, os oficiais militares e artífices, inclusive o Rei, são levados para o Exílio em Babilônia. Nabucodonosor derrota os judeus uma terceira vez, e leva cativo o rei Jeconias (Jeoaquim) de Judá em 597 a.C. Na última revolta com Zedequias, Nabucodonosor arrasa Jerusalém (586 a.C.), fura os olhos de Zedequias e o deixa prisioneiro pelo o resto de sua vida.
O profeta Ezequiel foi contemporâneo de Daniel. Porém estavam inseridos em contextos distintos, pois, enquanto um profetizava em meio a nobreza na corte do rei (Daniel). Outro profetizava no meio do povo (Ezequiel).
O interessante é que o profeta Ezequiel foi o único profeta chamado fora do território de Jerusalém, (terra da promessa). Em um período que ocorria grande crise de fé. Pois com o exilio, somado com a destruição do templo, fez com que os Judeus “perdessem o chão”. Nos salmos 137 vemos a tristeza que os judeus sentiram distantes da sua terra natal e percebemos facilmente essa “crise de fé”.
Depois de todo este processo em que o povo Hebreu foi submetido, o império babilônico chega ao fim. No ano de 538 a.C, o rei babilônico Nabonido é derrotado por Ciro o Persa, no ano seguinte este rei autoriza a saída do povo hebreu e o retorno da terra natal.

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