Reatando os laços da unidade

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Existiu em uma determinada região um grupo muito grande de porco espinho. Viveram naquele lugar durante muito tempo, até que a falta de alimentos os obrigou a saírem do seu habitat natural e a procurar um novo que atendesse às necessidades daquelas famílias.
Buscaram durante algum tempo ate que alcançaram seu objetivo e encontraram uma região aparentemente excelente para o desenvolvimento daquela espécie. Havia ali uma abundância muito grande de alimento e não tinham falta de nada. Mas, um belo dia a luz radiante do Sol começa a ser discretamente escondida pelas grossas nuvens, até que o encobrir completamente.
Em consequência disto veio o frio e logo em seguida uma tempestade jamais vista por eles e começa a nevar. A neve era novidade para eles, eles acharam muito lindo aqueles flocos caindo do céu como se ignorassem a força da gravidade. Por fim eles se preparam para dormir. No dia seguinte eles acordam, e percebem que vários porquinhos estavam mortos. Haviam morrido de frio.
Nas noites que se seguiram aconteceu a mesma coisa. Até que o líder daquele grupo teve uma ideia: “Esta noite nos faremos um teste! Visto que muitos de nós tem morrido em virtude das noites geladas, hoje nos dormiremos todos juntos uns dos outros. Vamos nos abraçar, nos aquecer e sobreviver a esta nevasca”. Naquela noite ninguém morreu.
Na manha seguinte todos estavam vivos, porém cheios de pequenos ferimentos causados pelos espinhos dos outros porquinhos. Começaram a questionar:” nunca mais eu durmo perto do porquinho fulano, ele tem o espinho muito grande! Olha só como ele me machucou”! Outros reclamavam da grossura do espinho alheio, do cheiro, que o outro se mexia muito, que roncava, etc.
Se recusaram a passar mais uma noite dormindo todos juntos. Porem, aquela noite foi a mais fria do ano e o resultado final não poderia ser diferente, na manhã que se seguia, eram dezenas de porquinhos mortos. Então eles concluíram que: não importa o quanto o espinho do seu irmão o machucasse ou o incomodasse, todos precisavam uns dos outros para sobreviverem. Aquela noite mudou o rumo e a história daquela espécie de porcos, depois daquele ocorrido todos os dias eles dormiam abraçados e ninguém mais morreu de frio.
O que eu aprendo com essa história?
Quando me refiro machucados, me refiro a diferença cultural e de personalidade de cada um. Muitas vezes ferimos e somos feridos por alguém, não por vontade própria, por vezes fazemos isso inconscientemente. Assim como a vontade daqueles porquinhos não era machucar um ao outro, mas sim sobreviver e é com esse tipo de ferimento que devemos aprender a conviver.
Devemos levar em consideração que a comunidade Cristã é formada por pessoas. Que por mais que a salvação seja individual, a nossa caminhada consiste em ajudar o próximo e que para tal é necessário o convívio, que por vezes nessa caminhada haverão acidentes e incidentes de percurso.
O aposto Paulo quando escreveu aos Romanos destacou a importância da união. Rm 12:5: “Somos um só corpo e membros uns dos outros”. Notem que está escrito “somos membros uns dos outros”! Com isso ele reforça a dependência que temos uns com os outros. 1Co 12 21-22-25:” não podem os olhos dizer a mão: não precisamos de ti, nem ainda a cabeça, aos pés: não precisamos de vos, v22– Pelo contrário, os membros do corpo que perecem ser mais fracos são necessários. V25- para que não haja divisão no corpo, pelo contrário, cooperem os membros com igual cuidado em favor uns dos outros.
Ele continua este ensinamento com a igreja em Éfeso e escreve lá no capítulo 4:2-3:” sejam completamente humildes, dóceis e pacientes, suportando uns aos outros com amor. V3: Façam todo o esforço para conservar a unidade do Espírito pelo vinculo da paz. Notem que ele diz “façam todo o esforço”! isto significa que a tarefa de suportar uns aos outros (espinhos), realmente não é fácil pois exige esforço, empenho, dedicação. Esforço também adota o significado de algo que é feito com dificuldade.
Mas, se é tão difícil, como conseguiremos suportar uns aos outros? Na própria leitura de Efésio 4:2-3 temos a resposta,” ser humildes, dóceis, pacientes, suportar com amor. O verdadeiro cristão que busca desenvolver os frutos do espírito escritos em Gal.5:22-23 não encontrará dificuldades em conservar a unidade do corpo de Cristo.
Conclusão
A história é auto explicativa e a conclusão é de fácil compreensão: não importa o quanto o espinho do nosso irmão nos machuque ou nos incomode, ele é necessário para a nossa sobrevivência e para o funcionamento do corpo de Cristo.

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