A perseverança do evangelista Marcos

DIFICULDADES COMO DISCÍPULO

dificuldade

Muitas vezes nos encontramos diante de situações que fazem sentirmos como os discípulos quando viam Jesus andando sobre as águas: Medo, pavor, etc. Vamos aprender com Marcos a como vencer as adversidades estando possuídos por estes e tantos outros sentimentos.

Quando lemos Mc. 6:1-11, vemos as orientações de Jesus Cristo aos seus discípulos antes de os enviar para a obra missionária. Quando lemos em seguida, nos versículos 12-13 lemos os resultados e podemos imaginar os gigantes na fé operando em nome de Jesus sinais e maravilhas. Não conseguiríamos imaginar as falhas e dificuldades dos apóstolos. Em todo o caso, o intuito não é julgar os erros, mas sim o que aprendemos com eles, afinal, quem nunca sentiu medo diante de alguma circunstância? Porém, não precisa se desesperar pois isto é um sentimento humano que pode nos elevar a outro nível de experiência se conseguirmos lidar com ele de forma positiva.

Ao continuar nossa leitura sobre os evangelhos notamos que logo em seguida Jesus repreende seus discípulos por diversas vezes. Em certa ocasião trouxeram até Ele um jovem possesso e seus discípulos não conseguem expulsar o espirito imundo que havia nele. Depois que o expulsar os discípulos procuram o mestre em particular e o questiona sobre o porquê de não terem conseguido expulsar o espírito. O mestre então explica que lhes faltava jejum e oração (Mc.9:17-29). Os chamando a atenção para orar e jejuar. Noutra situação os discípulos impedem que um grupo de crianças cheguem perto de Jesus, então Ele os chama a atenção para que não façam acepção de pessoas (Mc.10:13-16); em marcos 10:17-18, Ele os repreende de tal forma que os compara a cegos e surdos, pois possuíam visão, todavia não viam, tinham ouvidos, mas não ouviam e ainda diz que os corações d’eles estavam endurecidos. Por fim o único que o segue rumo a sua crucificação nega-o por três vezes. Isto é interessante pois mostra que mesmo fazendo muitos sinais e prodígios no nome de Cristo, ainda havia muito o que ser aprendido por eles.

A bíblia nos conta um pouco mais sobre Marcos (João Marcos). Aprendemos que este se tornou ajudante de Pedro e de Paulo (Saulo) e que assim como nós também teve seus medos. Marcos era primo de Barnabé (Colossenses 4.10); e quando retornaram a Antioquia, Barnabé e Paulo levaram Marcos com eles (Atos 12.25). Logo depois disso, o Espírito Santo induziu a igreja em Antioquia a enviar Paulo e Barnabé para uma viagem missionária (Atos 13.2). Eles levaram consigo Marcos para auxiliá-los (13.5), enquanto pregavam o evangelho em Chipre, e depois cruzaram o mar em direção a Panfília, na província romana da Galácia. Neste ponto, entretanto, Marcos resolveu não continuar. Deixando Paulo e Barnabé e retornando a Jerusalém (Atos 13.13). Isso deixou Paulo profundamente contrariado, pois mais tarde ele se recusou a levar Marcos com ele novamente, pois “não achava justo levarem aquele que se afastara desde a Panfília, não os acompanhando no trabalho” (Atos 15.38).

Não sabemos por que Marcos os abandonou. A Panfília era uma área que ficava quase ao nível do mar e era infestada pela febre; além disso, eles estavam enfrentando uma viagem difícil até a Pisídia. Marcos tinha acabado de testemunhar um confronto emocionalmente extenuante com Elimas, o mágico, em Pafos (Atos 13.6-12). E talvez ele tivesse tido algum pressentimento do que iriam encontrar pela frente. Se tivesse continuado a viagem com Paulo e Barnabé, ele enfrentaria perseguição física em Listra, onde Paulo foi apedrejado ao ponto de quase morrer (Atos 14.19). Parece que o esgotamento e o perigo foram demais para que ele pudesse suportar, e então ele fugiu para sua casa em Jerusalém. Podemos supor que, além de jovem, ele era um tanto tímido ou estava saudoso do lar.

Por trás de tudo podemos ver a experiência do próprio Marcos. Também ele tinha experimentado os impulsos causados pelos conflitos que retrata os primeiros discípulos de Jesus. Por um lado, eles se sentem fortemente atraídos a Jesus (1.16-20), testemunham diretamente seu extraordinário poder (6.13), identificam-no como “o Cristo” (8.29), deixam tudo para segui-lo (10.28), e se sentem prontos a morrer por Ele (14.31). Mas, por outro lado, são constantemente confundidos e surpreendidos por Jesus, a tal ponto que Marcos faz pouca distinção entre eles e os fariseus no que respeita à compreensão das palavras do Mestre (8.11-21). Como vimos, eles são frequentemente muito medrosos, fracassando parcialmente.

O EVANGELISTA SUPERA SEUS MEDOS

No entanto, fracasso não foi o fim da história de Marcos. Não sabemos quanto tempo ele ficou em Jerusalém depois de seu retorno. Mas, após o Concílio apostólico

registrado em Atos 15, o encontramos de volta a Antioquia novamente com Barnabé. Paulo recusou a companhia de Marcos em sua visita de retorno às mesmas igrejas. Porém, à custa de sua parceria com Barnabé que afavelmente ajudou Marcos a retomar seu trabalho missionário, levando-o novamente a Chipre, a cena de seu fracasso (Atos 15.38,39).

Não tivemos novas notícias de Marcos até que o encontramos em quatro das últimas epístolas do Novo Testamento. Na época em que foram escritas as cartas aos Colossenses e a Filemom (cerca de dez ou doze anos mais tarde). Marcos está com Paulo, que o chama de “cooperador” (Filemon 24; compare com Colossenses 4.10).

Então Marcos recebe uma calorosa recomendação na última carta de Paulo, escrita provavelmente pouco antes de sua morte. Paulo diz a Timóteo: “Toma contigo a Marcos e traze-o, pois, me é útil para o ministério” (2 Timóteo 4.11). Evidentemente, a ruptura com Paulo tinha sido completamente curada! Marcos aparece, finalmente, em 1 Pedro 5.13, quando Pedro o chama amorosamente de “meu filho”, ao fazer suas saudações juntamente com Marcos, que está com ele, aos cristãos localizados “no Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia”, a quem a carta é dirigida (1 Pedro 1.1). Todas estas cartas foram provavelmente escritas de Roma, onde claramente Marcos ministrava tanto para Pedro como para Paulo, tendo sido um companheiro confiável e muito amado de ambos. Claramente também ele era nesse tempo conhecido das igrejas na Galácia e na Ásia Menor, a mesma área da qual ele havia fugido quando sua fé esmoreceu. Portanto, o cuidado de Barnabé para com seu primo tinha sido amplamente justificado. Marcos havia enfrentado e dominado seus medos, tornou-se totalmente “útil” no serviço cristão.

Podemos aprender com esta historia que altos e baixos são parte de nossa caminhada, o que é realmente importante é a forma como lidamos com eles, podemos abaixar a cabeça diante das nossas falhas ou aprendemos com elas. Marcos nos ensina que é perfeitamente possível se recompor e seu Evangelho teria sido especialmente adequado e encorajador para os cristãos que enfrentavam o desafio da perseguição. Assim como uma ilustração sobre a pedra que diz: “O distraído nela tropeça. O violento a utiliza para agredir seu semelhante. O pacato a utiliza como assento e o construtor a utiliza para edificar algo”. O problema não está na pedra. Mas sim na forma como lidamos com ela!”

Bibliografia:

Evangelhos de marcos/ Mateus/ Lucas/ Filemom/Atos dos apóstolos/ II Timóteo/ Livro: homens com uma mensagem Jhon Stott, revisado por Stephen Motyer.

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